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São Paulo – O motorista do caminhão que avançou contra uma multidão na noite da última quinta-feira (14) na cidade de Nice, sul da França, foi identificado como sendo o franco-tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel. A informação foi confirmada por dois oficiais da inteligência francesa para a rede de notícias CNN.
Bouhlel já havia sido citado como principal suspeito do ataque pelo jornal Nice-Matin e por autoridades da Tunísia à agência Reuters. Agora, no entanto, a polícia francesa dá seu nome como autor do massacre que deixou, até o agora, 84 mortos e 50 feridos em estado grave.
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Quem é Bouhlel
Residente de Nice, o motorista e autor nasceu em Msaken, Tunísia, cidade localizada próxima da costa do Mar Mediterrâneo e a pouco mais de 155 quilômetros de Tunis, capital do país.
Ele tinha 31 anos, era pai de três crianças. Segundo fontes ligadas à polícia francesa ouvidas pela Reuters, não era conhecido por ter visões radicais do Islã e não era suspeito de manter laços com organizações terroristas. Era, contudo, conhecido da polícia local e acumulava passagens por roubo e atos de violência.
Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph, ele estava separado da esposa e depressivo em razão do fim do casamento. Vizinhos do apartamento onde vivia sozinho na região de Abbatoirs o descreveram como um personagem solitário, por vezes agressivo, rude. Disseram ainda que ouvia salsa e não aparentava ser muito religioso.
Ainda não foram divulgadas fotos de Bouhlel. Contudo, nas redes sociais, circulam imagens que seriam da sua carteira de motorista e que foi encontrada pela polícia dentro do caminhão. Veja abaixo em um tuíte do tabloide britânico Daily Mirror:
Bouhlel avançou com o caminhão por cerca de dois quilômetros na avenida beira mar, onde centenas de pessoas comemoravam o mais importante feriado francês. Vídeos registrados por pessoas que estavam no local mostram o momento em que o ataque começou e trazem à tona todo o caos e desespero de quem testemunhou o ato. As imagens são fortes.
Tópicos: TerrorismoAtaques terroristasEuropaFrançaPaíses ricos

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