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Presos fugiram por túneis e pulando o muro das unidades prisionais. 
Fugas ocorreram durante rebeliões ocorridas nos presídios do Ceará.

Valdir AlmeidaDo G1 CE
Presos cavaram buraco nos fundos do Centro de Triagem (Foto: Arquivo pessoal)
Pelo menos 24 fugitivos de presídios cearenses que registraram rebeliões e conflitos desde o sábado (22) ainda não foram recapturados pela polícia, segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). A última fuga ocorreu no Centro de Triagem de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde foi confirmado que dois presos conseguiram escapar.
Os presidiários saíram da unidade por um túnel feito nos fundos da unidade prisional conhecida como Carrapicho. Durante a fuga, policiais militares presentes em guaritas do Centro de Triagem chegaram a disparar tiros de alerta, mas não impediram a ação dos fugitivos.
A Sejus confirmou que 22 detentos deixaram a unidade. Segundo agentes penitenciários, os homens fugiram com o auxílio de escadas, cordas e andaimes deixados na unidade durante reformas. (veja os nomes abaixo)Já na madrugada de quarta-feira (25), ocorreu uma fuga em massa do Centro de Execução Penal e Integração Social, que faz parte do Complexo Prisional de Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza.
Além das duas fugas com números confirmados pela Secretaria da Segurança, presos também fugiram do Centro de Privação Provisória de Liberdade I (CPPL I) na segunda-feira (23). A polícia informou que os agentes penitenciários perceberam uma movimentação suspeita e encontraram um túnel em uma das celas do pavilhão 2, que dá acesso à parte de trás do presídio. A quantidade de fugitivos, porém, não foi divulgada.
Conforme a Sejus, a Polícia Militar está realizando buscas para tentar localizar os prisioneiros. A PM ainda não informou ao órgão se algum dos fugitivos já foi localizado.
Agente mostra andaimes que cordas utilizadas pelos fugitivos (Foto: Arquivo pessoal)Agente mostra andaimes que cordas utilizadas pelos fugitivos (Foto: Arquivo pessoal)













Durante as rebeliões, foram confirmados pela Sejus 18 assassinatos. Além das mortes, os presídios também foram destruídos pelos internos.
A situação de instabilidade exigiu que o governador do Ceará, Camilo Santana, solicitasse ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional de Segurança. Cerca de 120 policiais chegaram Fortaleza no início da noite de quinta-feira (26), em comboio formado por dois ônibus e 20 viaturas.
Neste sábado, foram montadas estruturas para que os internos pudessem receber novamente as visitas. As famílias fizeram entrega de alimentos, material de higiene pessoal e muitos colchões, já que a maior parte foi queimada durante as rebeliões. Devido à destruição nas celas, as visitas íntimas seguem suspensas.
Destruição
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará (OAB-CE), visitaram as instalações da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CCPL II) e Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Penitenciário Elias Alves da Silva (CCPL IV), neste domingo (29), para verificar os estragos.
O presidente da Comissão de Direito Penitenciário da OAB-CE, Márcio Vítor Albuquerque, disse que tem presídios destruídos e que o trabalho de reconstrução deve vai demorar para ser concluído.
"A parte que nós entramos, nós detectamos que a enfermaria, a clínica médica, a sala das assistente social, onde ficam os agentes penitenciários, isso tudo está destruído. Nós detectamos isso na CCPL 2 e 4" , relatou.
Fugitivos
Os fugitivos do Centro de Execução Penal e Integração Social são: Manoel Messias de Mesquita Pedreiro, Francisco Fábio Teixeira Miranda, Gilvan Félix dos Santos, José Artur de Sousa Ramos, Marcos Antônio de Souza, Max Breno Andrade de Souza, Paulo Anderson Ferreira da Silva, Paulo Rogério Gamenha da Silva, Reginaldo Marques da Costa, Ronaldo dos Santos Pereira, Pedro Henrique Barbosa Soares, Marcio Vieira Monteiro Silva Costa, Bruno dos Santos Sousa, Augusto Silva da Rocha, André de Sousa Pinheiro, Elizeu Santos da Silva, André Gledson Gomes Santana, Josino Ferreira Gomes Filho, Daniel Rufino Tavares, Paulo Adriano dos Santos, Carlos Alexandre dos Santos de Lima e Francisco Renato Mendes Neres.

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