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Juiz entende que pedido não justifica afastamento de Alemão da família.Bando roubou R$ 167 milhões em 2005, maior roubo da história do Brasil.

O juiz Luiz Bessa Neto negou o pedido para transferir o líder do roubo ao Banco Central de Fortaleza, conhecido como Alemão, para um presídio federal de segurança máxima. O pedido havia sido feito pela Secretaria de Justiça do Ceará após uma série de rebeliões na unidade prisional onde Alemão é mantido, em Itaitinga, na Grande Fortaleza. As rebeliões resultaram na destruição de celas e na morte de 14 internos.
Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, lugar onde o Alemão encontrava-se recolhido para fins de cumprimento da pena”, afirmou o juiz Luiz Bessa Neto, titular da 1ª Vara de Execução Penal.
“Entendemos que a transferência do interno para presídio federal de segurança máxima, de momento, privando-o de cumprir a pena em unidade prisional mais próxima do lugar em que reside sua família, seria castrar-lhe o direito subjetivo de convívio saudável com seus entes familiares, consoante previsto na Lei de Execução Penal”, completou o juiz.
Roubo ao Banco Central
Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como "Alemão", é apontado como um dos mentores do roubo ao Banco Central, ocorrido na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005, em Fortaleza. Segundo a Polícia Federal, foram levados do cofre R$ 164,7 milhões (mais de três toneladas em notas de R$ 50).
Alemão foi sentenciado a 116 anos de prisão por diversos crimes, entre eles, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em 2008, ele foi sentenciado a 49 anos e dois meses em 1º grau e teve pena reformada pelo TRF-5 para 35 anos e 10 meses de prisão. Em 2015, foi condenado a mais 80 anos, dez meses e 20 dias por lavagem do dinheiro.
Greve e rebeliões
As rebeliões ocorreram em 21 e 22 de maio durante e após a greve dos agentes penitenciários. Segundo a Secretaria da Justiça, a motivação dos conflitos foi a suspensão das visitas nas unidades prisionais. De acordo com a Polícia Militar, os detentos quebraram cadeiras, grades, armários e queimaram colchões em diversos presídios.
Dez dias após as manifestações, a Secretaria da Justiça solicitou que o Tribunal de Justiça do Ceará realizasse a transferência de Alemão.
Os agentes penitenciários retornaram ao trabalho no sábado, após cerca de 12h de paralisação. A categoria aceitou a proposta de reajuste na Gratificação por Atividades e Riscos (Gaer), que era de 60%, para 100%. O reajuste será pago de forma escalonada: 10% em fevereiro de 2017, 10% em janeiro de 2018 e 20% em novembro de 2018.
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