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Picarelli é cobrado na Justiça por preso na operação Ouro de Ofir

Deputado foi questionado pelo valor de R$ 1,6 milhão pelo chefe de esquema que fez 25 mil vítimas


Um dos investigados e presos pela operação Ouro de Ofir, da Polícia Federal, Celso Éder Gonzaga de Araújo, cobra na Justiça uma dívida de R$ 1.664.659,56 do deputado Maurício Picarelli (PSDB). A quantia se refere não pagamento de cheques. A juíza Mariel Cavalin dos Santos, da 16ª Vara Cível de Campo Grande. concedeu liminar com o prazo de 15 dias para que Picarelli quite o valor cobrado. O parlamentar terá o mesmo tempo para recorrer da decisão, publicada no dia 17 deste mês, no sistema eletrônico do TJMS. 

A emissão dos cheques foram confirmadas pelo deputado, conforme nota de esclarecimento enviada por sua assessoria de imprensa. De acordo com Picarelli, “ele foi convidado pelo indiciado para participar da operação AU Metal, que prometia lucros consideráveis”, sendo a mesma que foi alvo de investigação da PF. As fraudes foram reveladas apenas em outubro do ano passado. As emissões dos cheques foram feitas em 2016, conforme  o deputado. 

No mês de junho, foi solicitado, para assegurar o negócio, valores distintos, quando foram emitidos três cheques no valor total de R$ 53.993,00, diz a nota. Naquela ocasião, prossegue o comunicado de Picarelli, como não possuía o valor correspondente para o aporte financeiro, entendeu por bem emitir um cheque em garantia, até a venda de um imóvel no valor de R$ 1,4 milhões situado no Itanhangá Park, em Campo Grande. 

A venda do imóvel teria demorado mais do que o esperado e o próprio Celso Éder se ofereceu para comprar a propriedade, “ chegando a adiantar por meio de depósito bancário e cheques alguns valores para assegurar o negócio. Com murmúrios que a operação AU Metal e Outras, não estavam dividindo os lucros e eram duvidosas, os cheques dados em garantia foram sustados”, afirma Picarelli.

 “Posteriormente, não houve mais contato com o denunciado Celso, pois o mesmo nunca se encontrava nesta cidade, sempre viajando. Impossibilitando assim qualquer tipo de entendimento quanto ao negócio em aberto, resultando nesta cobrança. O que será provado na ação judicial”, finalizado o deputado. 
Operação da PF
A PF deflagrou em outubro do ano passado, a operação Ouro de Ofir para investigar o golpe que induziu pelo menos 25 mil vítimas em todo o pa a investirem na participação dos lucros de uma falsa mina de ouro. 

De acordo com a PF, a organização criminosa de Celso Éder Gonzaga de Araújo  fazia os investidores acreditarem na existência de uma suposta mina de ouro cujos valores estariam sendo repatriados para o Brasil e cedidos, vendidos ou até mesmo doados a terceiros mediante pagamento. AU Metal e SAP eram os nomes das operações fraudulentas usadas pelo grupo para atrair as vítimas.  Anderson Flores de Araújo, Sidinei dos Anjos Peró e Sandro Aurélio Fonseca Machado, preso nesta quarta-feira (18), respondem pelo mesmo crime.

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