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Político do PSDB é candidato ao Senado
Richa é alvo de duas operações
Lava Jato investiga pagamentos da Odebrecht

11.set.2018 (terça-feira) - 7h13
atualizado: 11.set.2018 (terça-feira) - 13h08
O candidato ao Senado e ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta 3ª feira (11.set.2018), em Curitiba. Richa é alvo de duas operações: uma comandada pelo Ministério Público do Paraná, denominada Rádio Patrulha e responsável por sua prisão, e a 53ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Piloto, da qual é alvo de busca e apreensão.
Além do ex-governador, também foram detidos sua mulher, Fernanda Richa, e o ex-chefe de gabinete no Estado, Deonilson Roldo. As prisões são temporárias –válidas por 5 dias.

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Pela Lava Jato, a Polícia Federal cumpre 36 mandados judiciais em cidades do Paraná, Bahia e São Paulo. O objetivo da investigação é apurar suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht em favor de agentes públicos e privados no Paraná.
As condutas investigadas podem configurar os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição da Justiça.
Em nota, a defesa do ex-governador disse que não teve acesso à decisão. Eis a íntegra:
“A defesa do ex-governador Beto Richa até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais proferidas. A defesa do ex-governador ainda não teve acesso à investigação”.
A defesa de Deonilson Roldo também se manifestou e disse que ainda não teve acesso às ordens judiciais.
Também são alvos de prisão nesta etapa da Lava Jato:
  • Jorge Theodócio Atherino – empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador;
  • Tiago Correia Adriano Rocha – indicado como braço-direito de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo;

ENTENDA O CASO

Segundo as investigações da Lava Jato, em 2014 os empresários da Odebrecht acertaram suborno com Deonilson Roldo, então chefe de gabinete do Estado, para que ele delimitasse a concorrência da licitação para a duplicação da rodovia PR-323, localizada entre os municípios Francisco Alves e Maringá, em contrapartida de uma propina de R$ 4 milhões.

OPERAÇÃO RÁDIO PATRULHA

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Curitiba cumpre nesta 3ª feira (11.set) 15 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão a pedido do Ministério Público do Paraná nas cidades Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.
A operação Rádio Patrulha investiga o direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina para agentes públicos de 2012 a 2014. Apura também se houve lavagem de dinheiro no programa do governo estadual do Paraná chamado “Patrulha do Campo”.
O programa Patrulha do Campo cedia máquinas para a construção e manutenção de estradas rurais no Estado.
Eis a lista de mandatos de prisão:
  • Beto Richa – ex-governador do Paraná e candidato ao Senado;
  • Fernanda Richa – esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social;
  • Deonilson Roldo – ex-chefe de gabinete do ex-governador;
  • Pepe Richa – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura;
  • Ezequias Moreira – ex-secretário de cerimonial de Beto Richa;
  • Luiz Abib Antoun – parente do ex-governador;
  • Edson Casagrande – ex-secretário de Assuntos Estratégicos;
  • Celso Frare – empresário da Ouro Verde
  • Aldair W. Petry
  • Dirceu Pupo – contador
  • Joel Malucelli – empresário J.Malucelli
  • Emerson Cavanhago
  • Robinson Cavanhago
  • Túlio Bandeira
  • André Felipe Bandeira
Segundo nota divulgada pela assessoria do empresário Joel Malucelli as acusações do Ministério Público são injustas. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos. Eis a íntegra:
“Joel Malucelli esclarece que as acusações são injustas, nega qualquer irregularidade e que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos. O empresário desde 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontra na presente data em férias, fora do país, aguardando orientação de seus advogados, que ainda não foram notificados oficialmente sobre a operação. Fundamental reafirmar que a JMalucelli Equipamentos já se manifestou nesta terça-feira (11) negando, veementemente, a participação em qualquer irregularidade e informou que não firmou qualquer contrato com o Governo do Paraná relacionado às Patrulhas Rurais.”
Além de ser proprietário da J. Malucelli, Joel Malucelli é dono da Band, da BandNews, da CBN e do Metro Jornal, em Curitiba.
Esse texto está sendo atualizado.

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