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A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (4) para falar sobre a campanha "Setembro Amarelo" e as ações que podem reduzir os índices de suicídio em Mato Grosso do Sul.
No Brasil, essa já é a quarta maior causa de morte entre homens jovens. Em Mato Grosso do Sul os números são ainda mais alarmantes: enquanto a taxa nacional é de 8,7 a cada 100 mil habitantes, no Estado é de 13,3.
Em 2017, o Corpo de Bombeiros de Campo Grande atendeu 925 tentativas de suicídio. Pelo menos metade desse total era de crianças e jovens entre 10 e 19 anos. Um dado ainda mais preocupante é que, a cada caso registrado, cinco são subnotificados.
“Entramos no mês de setembro, momento de reflexão para um problema preocupante que é o suicídio. Só podemos vencer com o rompimento do silêncio, pois o suicídio ainda é tabu para muitos e prevenir é a melhor saída. A vítima fica em silêncio e não vê meios de pedir ajuda. Cabe aos amigos e familiares perceberem os sintomas. A depressão é a causa mais comum", comentou a parlamentar.
A fase da adolescência também merece atenção especial, pois trata-se de um momento de transição, em que esses jovens não sabem lidar com frustrações, e podem agir por impulso.
"Pensando nessas pessoas e suas famílias, criamos a lei que instituiu o Setembro Amarelo em Mato Grosso do Sul, data que faz parte do calendário oficial do Estado. O amarelo significa luz, vida, alegria e é muito importante que todos estejamos engajados nesse processo de alertar e apoiar quem precisa”, afirmou a deputada.
Mara Caseiro defende que sejam realizadas ações nas escolas para evitar que o pior aconteça.
“O melhor nesse caso é a prevenção, para que as crianças aprendam a viver com as frustrações. Temos que estudar uma forma de realizar ações não só em setembro, mas durante todo o ano, fortalecendo psicologicamente nossos jovens”, enfatizou.
Ela destacou ainda o papel de familiares, amigos e profissionais de saúde, que é saber identificar os gritos de socorro e ajudar.
"É ouvir mais quem está ao redor, ter compreensão e orientar quem precisa de tratamento. Quem pensa em suicídio está com uma dor psíquica insuportável. Essa pessoa passa a ver a morte como única saída. Ela precisa de carinho, atenção e uma palavra amiga. Não de críticas", disse.
Mara Caseiro também reforçou que a população pode procurar ajuda psicológica nas clínicas-escolas das universidades, nas Unidades Básicas de Saúde, no CVV (Centro de Valorização à Vida), pelo número 188, e também por meio dos contatos da Polícia Militar, 190, e do Corpo de Bombeiros, 193.

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