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Em uma eleição marcada pela polarização, militar assumirá o poder em 2019.
Em uma das eleições mais polêmicas da história recente do Brasil, o militar da reserva Jair Messias Bolsonaro foi escolhido presidente do Brasil.
A parcial da apuração do segundo turno é de 53.967.345 votos para Bolsonaro, equivalente a 55,63% do total. Os votos de Haddad são 44,37%. Até agora foram apuradas 92,08% das urnas. Não há mais como mudar o resultado.
Um dos acontecimentos mais marcantes da eleição foi o atentado sofrido pelo candidato no dia 6 de setembro, quando o pleito caminhava para a reta final.
Ao ser carregado por apoiadores em Juiz de Fora-MG, ele foi atingido por uma facada que o deixou hospitalizado 24 dias, exigiu cirurgias e uso de bolsa de colostomia.
Mesmo após a alta médica a campanha não manteve o ritmo que vinha tendo e muitas vezes o candidato disse temer novos atentados contra ele. Este foi o argumento usado para não comparecer a nenhum debate no segundo turno. Nunca ocorreu um segundo turno sem debate desde a redemocratização do país.
A campanha de Jair Bolsonaro teve grande apoio popular espontâneo. Quando esteve em Cascavel, em fevereiro deste ano, foi recebido por dezenas de apoiadores.
Dono de posturas polêmicas, entrevistas onde o então deputado federal falou sobre as mulheres no mercado de trabalho, sobre negros, gays e outras minorias foram usados exaustivamente, da mesma forma que posturas apontadas como antidemocráticas. O apoio do candidato a flexibilização do acesso às armas também foi destaque.
Bolsonaro nasceu em Campinas e seu primeiro cargo eletivo foi vereador do Rio de Janeiro. Em 1991 ele foi eleito deputado federal e desde então já está no sétimo mandato. Ele tem 61 anos e cinco filhos, três deles também com carreira política. Este ano ele se filiou ao PSL e antes pertencia aos PSC (2016 a 2017) e PP (2005 a 2016).

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