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Com o objetivo de driblar o tabelamento do frete estabelecido pelo Governo de Michel Temer, como parte do acordo para colocar fim a greve de caminhoneiros em Maio de 2018 e, as inúmeras incertezas jurídicas em torno da medida, gigantes do agronegócio brasileiro passaram a investir em frota próprias, afim de garantir o escoamento da safra 2018/2019.
Também em 2018, uma das maiores cooperativas do país, a paranaense Coamo, confirmou a compra de 500 caminhões. De acordo com a assessoria de imprensa, o investido fez parte dos planos de renovação de frota, mas que se necessário, os veículos serão mantidos em uso. 

A JBS, uma das líderes globais da indústria de alimentos e referência no setor de carnes também investiu forma expressiva na aquisição de frota própria. Em 2018 a empresa adquiriu 360 novos caminhões. “A decisão está amparada na estratégia de uma operação sustentável, que garanta a produção e oferta de produtos, reduzindo os impactos de custo causados pela aplicação do tabelamento do frete rodoviário”, afirmou a JBS em nota. 

Somando-se as recentes compras feitas pela Amaggi, Coamo e JBS chega-se ao expressivo número de 1060 novos caminhões no transporte rodoviário de cargas brasileiro. 

 A possibilidade de frota própria não se restringe apenas a estas três empresas. Recentemente a Cargill, multinacional de origem norte-americana, confirmou a cotação de 1.000 caminhões, entretanto o fechamento do negócio está condicionado a um posicionamento definitivo do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a legalidade do tabelamento de fretes. 

“Se isto não ocorrer ou se esta decisão alongar-se de forma a dificultar nossas operações no país, estamos preparados para adotar uma alocação de frota própria”, destacou a Cargill em nota oficial. 
Em conversa com a Folha de São Paulo, Gilson Baitaca, líder do Movimento dos Transportadores de Grãos de Mato Grosso, disse não acreditar que a adoção de frotas próprias se torne um padrão entre as grandes exportadoras.

Para Baitaca o diálogo é a única saída para o impasse gerado sobre a questão do frete. “As empresas nunca quiseram conversa. Não estamos querendo inviabilizar o negócio de ninguém, apenas assegurar um valor que viabilize o nosso”, afirmou. 

TEXTO: Lucas Duarte
Com informações: Folha de S.Paulo
Caminhões e Carretas 

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Fonte: Blog Caminhões e Carretas

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