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Caças F-16 armazenados no AMARG
O jornalista Roberto Lopes noticiou no Forças Terrestres que, no fim de 2018, Washington enviou uma correspondência com uma lista de material militar usado disponível para o Ministério da Defesa do Brasil.
Os diferentes itens dessa relação são, tecnicamente, considerados “excedentes” das Forças Armadas dos Estados Unidos, e podem ser adquiridos, via Foreign Military Sales (FMS), a preços facilitados, por nações consideradas “amigas” dos EUA (e, em alguns casos, também por doação pura e simples).
A lista incluiria fragatas da classe Oliver Perry, helicópteros Black Hawk, Cobra, veículos utilitários, tanques M1 Abrams e também caças supersônicos, segundo uma fonte.
A Força Aérea dos EUA retirou de serviço no ano de 2010, 135 caças F-15C/D Eagle e 112 F-16C Fighting FalconOs aviões foram armazenados no AMARG (Aerospace Maintenance and Regeneration Group), na Davis-Monthan AFB, no deserto do Arizona, juntamente com aeronaves mais antigas.
Caças F-15 estocados no AMARG
Em 2013, antes da definição do vencedor do Programa FX-2, noticiamos que um grupo de militares do Comando da Aeronáutica planejava visitar os Estados Unidos para avaliar células estocadas de F-16 no deserto do Arizona. O objetivo era selecionar algumas destas células usadas para equipar a FAB em função da aposentadoria dos Mirage 2000 e de parte da frota de F-5 e A-1.
O número de caças seria superior à quantidade necessária para a formação de um esquadrão (12 aviões), podendo chegar a dois esquadrões. A busca seria por modelos das versões C/D Block 40/42. Seriam aeronaves construídas na época da Guerra do Golfo (1990/1991) e, portanto, células com mais de 20 anos.
Entretanto, depois que o Gripen NG foi selecionado para o Programa F-X2 da FAB, a compra de caças usados da USAF perdeu o sentido, já que as primeiras unidades do Gripen E deverão ser entregues a partir de 2021.

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