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Sem dúvida alguma, um dos grandes desafios presentes na vida dos corretores de imóveis ― especialmente os autônomos ― é ter que construir o seu salário todos os meses por meio do recebimento da comissão na venda de imóveis.
Já sabemos que a grande maioria desses profissionais não possui salário fixo. Sendo assim, há uma grande dependência do seu desempenho mensal em relação às vendas.
Dentro desse universo, sabemos que o assunto pode até ser polêmico e também levantar muitas dúvidas e questionamentos, principalmente em relação a quanto é o valor ideal que o corretor de imóveis deve ganhar de comissão.
Afinal, independentemente do cargo, todos querem saber se os ganhos financeiros vão compensar o esforço que é despendido para realizar o trabalho do dia a dia, não é mesmo?
Por isso, preparamos este post completo explicando 5 coisas que você precisa saber sobre comissão na venda de imóveis. Ficou interessado? Então, continue a leitura!

1. Quem decide o valor da comissão?

A primeira coisa que você precisa saber sobre a comissão na venda de imóveis é quem decidirá qual será o seu valor final. Antes de tudo, entenda que o corretor autônomo é um profissional liberal, mas, mesmo assim, há uma lei federal criada para regulamentar a profissão.
Tendo em vista isso, o valor deverá seguir uma tabela que foi definida pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). Cada estado possui a sua unidade representativa do CRECI e, consequentemente, uma tabela diferente. Porém, nem sempre esse recurso vai ser respeitado.
Se o corretor fizer parceria com uma imobiliária ou um plantão de vendas, por exemplo, a comissão poderá ser reduzida caso esse parceiro ofereça outros benefícios como contrapartida.
Então, podemos dizer que o valor deverá ter como base essa tabela, mas tudo vai depender do acordo firmado entre o corretor e o contratante.

2. Quem faz o pagamento?

Outra grande dúvida dos corretores é sobre quem pagará a comissão quando o imóvel for vendido. Será o comprador, o proprietário do imóvel, a imobiliária ou outro intermediador? A resposta para esse questionamento é bem simples: quem contratou é que deverá pagá-la.
Afinal, reforçamos que o papel do corretor é ajudar o cliente a atingir seu objetivo (no caso, a venda do imóvel) da forma mais rápida e segura possível. Então, nada mais justo que o contratante pague por esse serviço.
Por exemplo, uma incorporadora lança imóveis em um plantão de vendas e contrata corretores para vendê-los. Quando um cliente realizar uma compra, quem deverá pagar a comissão? A incorporadora ou o cliente? A resposta certa é a incorporadora!

3. Como calcular a comissão?

No primeiro tópico deste artigo, falamos que a comissão é seguida por uma tabela com valores estabelecidos pelo CRECI regional de cada estado, certo? Para calculá-la, basta aplicar a faixa que está descrita na tabela, de acordo com o tipo de imóvel.
Lembrando que os valores são definidos em porcentagem. Veja alguns deles, baseados na tabela do CRECI/SP:
  • comissão de venda de imóveis rurais: 6 a 10% para o corretor;
  • comissão de venda de imóveis urbanos: 6 a 8% para o corretor;
  • comissão de vendas de imóveis industriais: 6 a 8% para o corretor;
  • comissão de venda judicial: 5% para o corretor;
  • comissão de venda de empreendimentos imobiliários: 4 a 6% para o corretor.
Lembre-se de que a tabela é utilizada como base, pois dependendo da imobiliária ou incorporadora, o acordo da comissão poderá variar para mais ou para menos. Então, fique atento a essa questão e demonstre ter conhecimento para fazer uma negociação com o seu contratante.

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