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Com seis pacotes de mostarda escondidos na cueca e uma caixa de engraxate pendurada no ombro, Douglas Costa Leal, de 42 anos, foi finalmente preso na manhã desta quarta-feira por dois policiais militares em Copacabana. O flagrante aconteceu por volta das 11 horas, na Avenida Atlântica, em frente a Rua Prado Junior, logo depois de o acusado tentar aplicar o chamado “golpe da mostarda” no turista inglês Alan Richard Kite.
Há pelo menos dois anos, Douglas era procurado pelos policiais civis e militares suspeito de aplicar golpes na Zona Sul usando o mesmo artifício: primeiro jogava um jato de mostarda no sapato da vítima e logo em seguida se oferece para limpar, cobrando caro pelo serviço de engraxate. Ele é suspeito de ser integrante da "gangue da mostarda".
Douglas foi detido pelos policiais militares Valdeir Silva e Mauro Araújo do 19º BPM (Copacabana), depois que a vítima e outras pessoas que estavam próximas perceberem a ação e pediram ajuda aos agentes. Na revista que fizeram, os PMs encontraram os pacotes de mostarda escondido na cueca. A prisão foi flagrada por uma equipe do GLOBO.
Na 12ª DP (Copacabana), o turista inglês reconheceu Douglas. Ele contou aos policiais que percebeu que um dos seus sapatos estava sujo de mostarda quando caminhava pela Avenida Atlântica em frente à Rua Siqueira Campos. Como não havia usado o produto e nem passado em nenhuma lanchonete, desconfiou quando foi abordado por Douglas, que se ofereceu para limpar e engraxar os sapatos. Ao recusar o “serviço”, o inglês chegou a ser coagido, mas reagiu pedindo ajuda.
A delegada Valéria Aragão, titular da 12ª DP (Copacabana) afirmou que a prisão de Douglas tem muita importância porque os policiais podem esclarecer outros casos a partir da divulgação de sua fotografia. Ele foi autuado por estelionato.
— Quem reconhecer o Douglas podem procurar a delegacia — afirmou Valéria.
A delegada contou ainda que Douglas já vinha sendo procurado por suspeita de aplicar golpes semelhantes em Copacabana, Ipanema e Leblon. Ele já foi preso em 2015 e 2016. Da última vez, foi acusado de furtar de um turista estrangeiro em Ipanema, de quem levou um celular.
— Ele é conhecido em Copacabana e é suspeito de ter feito isso muitas outras vezes — revelou a delegada.
Os ataques da chamada “gangue da mostarda” na Zona Sul aumentaram a partir de 2015 quando relatos de vítimas passaram a constar de registros nas delegacias ou em grupos de whatsapp em Copacabana, Ipanema, Leblon e Gávea. Os casos deixaram turistas estrangeiros e moradores assustados.
— Se você for abordado por um homem se oferecendo para limpar seus sapatos ou se perceber que o calçado está sujo de mostarda, procure imediatamente ajuda de um guarda municipal ou um policial militar. Parece uma atitude honesta, mas você pode estar sendo vítima de um golpe — disse Valéria Aragão.

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