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O BMW Série é o único hatch de tração traseira do mercado, mas cobra caro e exige uma compra consciente


Há pouco mais de um ano, quando foi nacionalizado, era possível comprar um BMW Série 120i Sport ActiveFlex por R$ 115.950. Hoje, um ano depois, o valor subiu para R$ 157.950. E fica a dúvida: ainda vale a pena ter um? O iCarros vai responder a essa pergunta avaliando a versão intermediária 120i Sport GP, que custa R$ 165.950.
O que o Série 1 tem?
O grande diferencial do BMW Série 1 sempre foi o de oferecer tração traseira, o único entre os hatches premium. Sua motorização é composta por um 2.0 turbo flex com injeção direta de combustível capaz de entregar nas versões 120i 184 cv de potência e 27,5 kgfm de torque seja com etanol ou com gasolina. Dados da BMW apontam para uma aceleração de 0 a 100 km/h com etanol em 7,2 segundos. A única opção de câmbio no Brasil é um automático de oito marchas. Nas configurações 120i há opção de trocas em modo manual, mas feitas apenas pela alavanca, não há borboletas atrás do volante.
Nas medidas, o Série 1 tem 4,3 m de comprimento, 1,8 m de largura, 1,4 m de altura e 2,7 m de entre-eixos. Seu porta-malas acomoda até 350 litros de bagagem. Na configuração 120i, o carro pesa 1.375 kg.
A lista de itens de série compreende direção com assistência elétrica progressiva, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos de couro com ajustes manuais, tela central multimídia com navegação via GPS, sensor crepuscular, controles de estabilidade e tração, seis airbags e seleção de modo de condução.
Os concorrentes
Para atrapalhar a vida do Série, concorrentes não faltam. Mas um dos principais é o Audi A3 Ambition topo de linha, que custa R$ 152.990, tem um motor 1.8 turbo a gasolina de 180 cv e 25,5 kgfm. O câmbio da Audi é de dupla embreagem com sete marchas. Ou seja, oferece performance similar e cobra menos na versão completa que o BMW na intermediária.
Outra opção que vale uma olhada é o Volvo V40. A versão com apelo esportivo R-Design custa praticamente o mesmo que a Série 1 mais básica, R$ 158.950, mas o motor 2.0 turbo a gasolina entrega 245 cv e 35,7 kgfm de torque e um câmbio automático de oito marchas. Mais desempenho e visual mais esportivo pelo mesmo preço.
O que os concorrentes não têm? Apenas a tração traseira.
Como anda
O rodar do 120i Sport GP deixa claro que, mesmo sendo a porta de entrada, o Série 1 ainda é um BMW. O carro envolve o motorista na condução com respostas rápidas do volante e um acerto mais firme da suspensão. A grande vantagem da tração traseira é o maior equilíbrio em curvas, pois as rodas dianteiras cuidam apenas da direção e não da tração. É uma amostra de todo o mundo BMW que está por vir para quem escolher ficar na marca.
Dito isso, nem tudo são flores. Mesmo sendo premium, ainda é um hatch. E hatches precisam ser práticos e ter boa relação custo-benefício. O Série 1 hoje não traz muito de um nem de outro.  Em termos práticos, o banco traseiro apresenta um espaço apenas justo para as pernas, sem sobras e o túnel central praticamente impede um terceiro passageiro por lá. Já o acabamento tem porções finalizadas em materiais macios ao toque, mas basta abaixar um pouco o olhar para encontrar plásticos mais convencionais. Além disso é um carro de mais de R$ 150 mil sem ajuste elétrico para os bancos. É meio elétrico, pois apenas o ajuste para frente e para trás tem assistência. Encosto e altura são movidos manualmente.
Ainda vale a pena?
O Série 1 cobra caro pela exclusividade de ser o único hatch de tração traseira. No segmento premium, a última palavra em dirigibilidade da tração traseira não é sempre exigida. Tanto que a próxima geração do hatch deve trazer a plataforma do MINI e da Série 2 Active Tourer. Mas se você não põe preço em exclusividade ou diversão, ainda vale cada centavo.
 

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