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A chamada da jornalista Poliana Abritta, do programa Fantástico, da Rede Globo, para a edição que irá ao ar neste domingo (22), evidencia a uma investigação contra Rodrigo Souza e Silva, filho do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). De acordo com o que foi apresentado pela emissora de televisão, Silva “pode estar envolvido em um plano de queima de arquivos, de roubar e matar um homem suspeito de arrecadar propina para o governo”.
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O Fantástico expõe ainda que o suposto alvo do filho do chefe do Executivo estadual é conhecido como Polaco, e foi denunciado pelo programa dominical da emissora em um esquema de corrupção entre frigoríficos e o governo do Estado.
Em Campo Grande, Azambuja posicionou-se sobre a reportagem que será veiculada, em declarações à imprensa neste sábado (21), em solenidade de assinatura de contrato com a Caixa Econômica Federal, junto ao presidente do banco Pedro Guimarães, que investirá em obras de saneamento de 16 cidades sul-mato-grossenses.
O chefe do Executivo estadual chamou a matéria de “requentada” e cunhou a TV Globo de sensacionalista, mesmo sem citar diretamente o nome da emissora. “A matéria que está circulando é requentada, que já saiu, lá atrás, sobre minha pessoa e agora quer atingir meu filho Rodrigo. É algo absurdo, não existe. Todo mundo sabe que existe uma demanda judicial entre meu filho e o promotor de Justiça [Marcos Alex Vera de Oliveira], foi aberto no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) uma sindicância para apurar os fatos elencados na matéria. Lá atrás, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou este assunto por 11 a 0 e agora estão querendo atingir o Rodrigo e, consequentemente, o pai”.
Governador em entrevista à imprensa (Foto: Reprodução)
“O Rodrigo não participou da queima de arquivo, é um bom filho, um bom pai, esposo, honesto e a justiça prova isso. Infelizmente, alguns órgãos querem fazer o sensacionalismo, mentiroso, matéria requentada. Temos todas as provas e vamos provar isso na justiça, acredito muito na justiça, a verdade prevalece à mentira”, prosseguiu o governador, alegando que após o arquivamento do processo em 2018, válido pela Operação Vostok, “não deram nem uma linha para dizer que o processo foi arquivado e agora requentam o assunto para atingir meu filho”.
O governador tratou o fato de estar na política o principal motivo para a “perseguição” contra o filho e ele. “Acho que quando estamos na política, existem pessoas que querem crucificar a atividade. A política é uma atividade nobre, quando exercida com responsabilidade, transparência e decência. O que pautou meus mais de 20 anos na vida pública foram estes predicados. Agora, não posso responder o porquê. Quem buscar aquela matéria à época, verá que eu falei que são um bando de picaretas, fraudadores do fisco, que não queriam pagar impostos. Daí falaram que havia discussão de propina, a justiça fez a apuração e me inocentou no STJ”.
Reinaldo Azambuja e o filho Rodrigo Silva (Foto: Divulgação)
O tucano mostrou-se otimista a respeito de um novo arquivamento do processo. “Quem é investigado, não é culpado. Quem julga uma pessoa é a justiça, mas infelizmente optam pelo sensacionalismo. Espero que daqui uns dias tenhamos mais um arquivamento e só gostaria que o próprio veículo [Globo] voltasse a esclarecer a verdade”.
Sindicância contra promotor
Azambuja ainda teceu comentários sobre do STJ sobre a Operação Vostok, além de salientar a abertura de sindicância sobre o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, o qual afirma ter apresentado “vários vícios” na conduta processual. “A juíza de primeira instância fez uma análise processual e negou de prontidão, propôs o arquivamento, por não ter a menor procedência. O tribunal entendeu que deveria ser investigado e isso volta à juíza. Ela que já tinha decidido, agora vai investigar. Esse assunto levou a uma recomendação contra o promotor de justiça. O Ministério Público e o Conselho estão investigando a conduta do promotor, porque o processo é feito por vários vícios”.
“É bom que investiguem, acho que quando temos uma suspeita de qualquer pessoa, que investigue, apure, que condene ou inocente. Eu não tenho dúvida que o Rodrigo é inocente e isso vai ser provado na justiça. Tenho certeza que, voltando à primeira instância, que já tinha arquivado, vamos poder provar. O mais importante é essa investigação do CN do MP, o promotor está sendo investigado”, acrescenta Azambuja.
O governador sul-mato-grossense ressalta que, com a sindicância, todas as pessoas do processo serão convocadas para prestação de esclarecimentos. “Este é o momento oportuno para reestabelecer a verdade e vão ver que estão fazendo sensacionalismo, querendo atingir a honra de pessoas honestas”.

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