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O ministro Marco Aurélio do STF (Supremo Tribunal Federal) mandou soltar três acusados de participar de uma quadrilha especializada em contrabando de cigarros do Paraguai. São eles, José Carlos Guimarães Ballerini, Ângelo Guimarães Ballerini e Valdenir Pereira dos Santos.
Os três que cumprem pena no Presídio Federal de Campo Grande, foram presos na Operação Nepsis da PF (Polícia Federal), que também prendeu 12 policiais, entre civis, militares e rodoviários federais no ano passado. Outros policias, também acusados de envolvimento com a quadrilha, foram presos durante a Operação Oiketicus.
Ângelo Guimarães Ballerini, considerado um dos chefões do bando foi preso antes de seu próprio casamento em um hotel de luxo em Maceió (AL), em setembro de 2018. De acordo com a PF, a quadrilha atuava em MS, no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Alagoas e Goiás.
Ângelo teve o Habeas Corpus deferido pelo ministro no dia 15 de agosto e José Carlos Guimarães Ballerini e Valdenir tiveram o HC deferido nesta sexta-feira (06). “Defiro a liminar. Expeçam alvarás de soltura a serem cumpridos com as cautelas próprias: caso os pacientes não estejam custodiados por motivo diverso das prisões preventivas retratadas no processo”, consta na decisão.
Operação Nepsis
No total, 12 policiais, entre civis, militares e rodoviários federais, foram presos na ação de combate ao contrabando de cigarros. Outros dois policiais que tiveram mandado de prisão expedidos já estavam presos na Operação Oiketicus.
Só em 2017, acredita-se que os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os valores em mercadorias contrabandeadas atingiram valores superiores a R$ 1,5 bilhão.
Foram apreendidas grande quantidade em dinheiro em resort, casas, e apreendidos carros e embarcações de luxo, além de armamento pesado e cargas de cigarros contrabandeados.
O nome da operação
Segundo a mitologia grega, “Nepsis” significa vigilância interior, estado mental de atenção plena. A operação foi assim batizada em alusão à vigilância necessária para se combater as sofisticadas atividades criminosas ligadas ao contrabando e à vigilância em relação à própria atividade de fiscalização estatal para conter a corrupção de servidores públicos.

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