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Iran Coelho das Neves*

Instituído a 24 de março de 1980 com a nomeação de seus primeiros sete conselheiros pelo então governador Marcelo Miranda, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul completará, portanto, quarenta anos neste 2020 que se avizinha.
Com a honra de ter o nome entre os dez primeiros servidores de carreira da instituição, não consigo disfarçar o orgulho ao afirmar que minha trajetória profissional se confunde com a própria história dessa Corte de Contas, cuja grandeza institucional foi construída nestas quase quatro décadas pela dedicação e o altruísmo de todos que tiveram ou têm a oportunidade de servi-la.
Integrante da equipe que implantou o nosso TCE-MS, do qual fui, em seguida, assessor-chefe da Assessoria Técnica, já no primeiro concurso público da Corte seria aprovado como técnico de Inspeção e Controle, permanecendo na direção daquela Assessoria, função que mantive após um segundo concurso, quando fui efetivado no cargo de perito de Auditoria e Controle.
Nomeado diretor do DAFO – Departamento de Auditoria Financeira e Orçamentária –, com a atribuição de dirigir todas as atividades-fim do Tribunal de Contas (fiscalização financeira, orçamentária e patrimonial), ali tive a oportunidade de contribuir, com a fundamental participação de competências técnicas e humanas do mais alto nível, para formular um amplo conjunto de normas e procedimentos que, assimilados por nossos servidores e difundidos para os jurisdicionados, consolidariam os fundamentos do TCE-MS contemporâneo.
Mais à frente, e naturalmente por concurso público, assumi o cargo de Auditor do Corpo Especial – de que seria coordenador – que me conferiu atribuições de Conselheiro Substituto em situações de férias e licenças de titulares da Corte, ou em caso excepcional de vacância do cargo.
Essa condição funcional me permitiu ser nomeado Conselheiro do TCE-MS na vaga constitucionalmente destinada a membros da Auditoria da Corte, cuja presidência tenho a desafiadora honra de exercer neste momento.
Por este resumo de minha trajetória é possível imaginar a profunda admiração, o respeito e a gratidão que devoto ao Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, de cuja história de persistente e coletivo empenho para consolidar-se como a instituição relevante que é hoje, fui modesto e aplicado participante.
Portanto, estar no exercício da presidência do nosso TCE-MS no momento da celebração dos seus quarenta anos será para mim, mais do que fundado motivo de honra e júbilo, oportunidade para, com os colegas Conselheiros e com todos os nossos valiosos quadros contemporâneos, reverenciar a história de uma instituição que, mesmo diante das imensas dificuldades dos tempos pioneiros, sempre contemplou a magnitude e a relevância de suas responsabilidades como guardiã intransigente dos princípios da ética, da moralidade e da austera objetividade nos gastos públicos.
E não há dúvida de que a melhor maneira de celebrar esta dignificante história será ampliar e acelerar os processos hoje em curso, de modernização estrutural, de qualificação de nossos servidores e de crescente interação com os nossos jurisdicionados.
Afinal, honrar a história é preparar o futuro no presente.
É o que buscaremos fazer, com todo empenho, em 2020.
*Iran Coelho das Neves é Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul.

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