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Existe um sábio ditado popular que diz: “A vingança é um prato que se come frio“. Existe um extensa explicação para essa afirmativa popular. Uma delas é que o tempo que você perde “remoendo” mágoas, nutrindo raiva e “maquinando” uma vingança, além de estar envenenando sua própria alma, você está perdendo tempo na vida para seguir adiante e perdendo oportunidades de realmente ser feliz. O foco na vingança, alimenta sua alma com uma energia muito negativa que irá estar prejudicando você mesmo.
Um bom exemplo para dar um maior significado para a frase “A vingança é um prato que se come frio”, e a emoção que retorna para nos quando nos vingamos. É uma emoção vazia, e repleta de insatisfações e incompletude. O mesmo não acontece quando fazemos alguma boa ação em nossas vidas, qualquer que seja. Se você já praticou alguma boa ação em sua vida, saberá o que falo. Sentimos um calor em nossos corações, e um prazer indescritível ao fazer bem ao próximo.
Também podemos falar nas consequências de uma vingança, que poderá vir em forma de mais mágoas, destruição, morte, prisão etc. Na vingança, podemos verificar um efeito muito parecido com as leis da física (ou a terceira lei de Newton): “Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário”.
É como na guerra; você destrói minha casa então eu vou e destruo seu prédio, em contrapartida você destrói minha cidade. E assim sucessivamente até que nos aniquilemos. Se nada interromper esse ciclo, a destruição e certa.
E uma variante da consequência da vingança, está definida no vídeo abaixo. Nem sempre ela pode sair como o esperado, e a intensidade da ira e tão grande que ela pode te aniquilar primeiro antes de seu adversário.
Veja mais algumas ponderações sobre a vingança em “Ética da vingança, perdão, arrependimento e justiça


Virtude 19: Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.


Hoje a nossa postagem sobre a virtude 19 fala de um assunto muito prático. Romanos 12:19 diz: Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.

Quem melhor do que Jesus para analisarmos nesse assunto? Vamos lembrar o que diz Pedro sobre o mestre em 1 Pedro 2:23:

"O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (Pedro 2:23)

Vejam a semelhança entre esse versículo e o nosso versículo de Romanos! Paulo não muda a orientação, antes, como discípulo de Cristo, olha para o mestre e transmite à Igreja aquilo que aprendeu do próprio Cristo. 

A vida de Cristo é a nossa referência (Hb 11). É para ele que olhamos e a ele imitamos. E o mestre Jesus não se vingou dos que o injuriavam. As afrontas à Jesus eram improcedentes, pois "ele não cometeu nenhum pecado e em sua boda não se achou engano." Ele tinha todos os motivos para destruir os seus agressores. Poderia os entregar a Deus, como fazemos às vezes, com sede de vingança divina "na cabeça da criatura"! Mas não. Vamos reler o final de 1 Pedro 2:23: mas entregava-se àquele que julga justamente.

Incrível! Não era ele quem havia ofendido, mas ele se entrega àquele que julga justamente, seu Pai! Ele não entregou os agressores, ele derramou a sua alma diante de Deus, os sentimentos, intenções.

Que na estrada rumo à perfeição a gente entregue nosso coração ruim ao Senhor, para que ele nos lave com o seu sangue frequentemente, porque precisamos. E o Senhor Deus recompensará a cada um segundo suas obras. Não nós.

Marta e William. 

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